Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

A História não se repete (2): "Pressões"? Que pressões!

Em finais de 1986, publiquei no jornal "Semanário" um artigo no qual me insurgia contra o pudor (ou seria vergonha? ou terá sido medo, puro e duro?) com que o Governo, de que era Primeiro-Ministro Aníbal Cavaco Silva, tratou o assassinato do que fora seu Director-Geral das Prisões, e por isso enfrentara todas as ameaças, sofrera a maior das pressões, sobretudo nos media - que passaram meses a fotografar e destacar as manifestações e protestos da "Associação de Familiares e Amigos dos Presos Políticos" (FP's 25) junto da Direcção Geral das Prisões, junto do Estabelecimento Prisional de Lisboa, (nunca junto do Ministério), contra as condições prisionais, pelos direitos dos presos). A mobilização e as denúncias visavam directamente o Director-Geral, obrigado a manter a disciplina, nas instalações que tinha, cumprindo as ordens do juiz, quaisquer que fossem. Cozinhava-se o caldo de cultura, preparava-se o terreno, que havia de conduzir ao assassinato de Gaspar Castelo Branco, consumado em Fevereiro de 1986, depois da fuga do EPL de um grupo de reclusos das FP-25.

 

Aquilo é que foram pressões! Pois nunca Cavaco Silva, que era o PM, e por isso automaticamente o primeiro responsável pelas condições prisionais que eram atiradas à cara do director-geral, nem Ramalho Eanes que era o PR, receberam em audiência aquele homem "pressionado". Ele não se queixou na comunicação social. E também não pediu audiências. De facto: tomou sobre si todas as responsabilidades do seu cargo, enfrentou sozinho o que tinha de enfrentar. Mas não teria ficado mal que depois do assassinato o PM recebesse em audiência a família, a mulher e os filhos menores (o mais velho dos quais tinha 17 anos), de um assassinado ao serviço do Estado.

 

Quando o mesmo Cavaco Silva avaliza com a audiência concedida queixinhas de "pressões" bem discutíveis, relembro aqui na íntegra o artigo que publiquei no Semanário em 28 de Dezembro de 1986:

 

Gaspar Castelo Branco: foi decidido esquecê-lo

 

Era uma tarde de sábado, de chuva miudinha, igual a tantas outras. Gaspar Castelo-Branco tinha amigos para jantar e faltava-lhe o queijo. À primeira aberta, já ao cair da noite, resolve dar uma saltada ao comerciante da zona. Saiu, por uns minutos. Foi morto com um tiro na nuca, disparado à queima-roupa, no passeio em frente à casa onde morava.

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

D. Januário envergonhado com a Justiça que temos

O bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, está "envergonhado" com o comportamento da justiça,  que acusa de "dar um triste espectáculo" e pede aos seus protagonistas que se entendam. D. Januário aproveitou a homília pascal das Forças Armadas e de segurança, a que ontem presidiu em Viseu, para criticar duramente a justiça da qual "se tem medo de falar".

Perante uma sé catedral cheia de altos responsáveis militares e policiais, o bispo enveredou por um dos mais duros ataques à justiça portuguesa de que há memória. D. Januário Torgal questionou se "vamos permitir este espectáculo degradante a que estamos a assistir em Portugal, na forma como a justiça está a ser vivenciada com discussões publicas, antagonismos, oposições na alta hierarquia do mundo da justiça".

De seguida mostrou-se indignado ao afirmar que "quem souber um mínimo do direito, do seu exercício e aplicação, sente-se envergonhado com a permanente discussão na praça pública daquilo que é segredo de justiça". E elencou "conspirações, calúnias, erros, investigação mal conduzida, as maldades" para de seguida pedir um acordo entre os diversos protagonistas da justiça. 

Artigo de Amadeu Araújo, Viseu, no Diário de Notícias, hoje.

 

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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Que faz o MP? Onde pára o dinheiro roubado no BPN e BPP?

Comparem-se estes dois títulos de jornal:

1 – Em Portugal:  Plano de saneamento do BPP prevê prejuízos de 800 milhões de euros,  Público online, 28.04.2009 - 08h15. 

2 – Nos Estados Unidos: Federal prosecutors move to confiscate Bernie Madoff's possessions, evict Ruth Madoff from home. Daily News (de Nova Iorque), 16.03.2009 – 11h48.


 Isto é,

 

em Portugal os procuradores andam há uma data de anos a fazer não se sabe o quê (os prometidos ventos ciclónicos da operação furacão, afinal, não passaram de uma brisa benfazeja, que já pôs o Estado a contabilizar os prejuízos, os quais, afinal, derivam sobretudo da queda em Bolsa dos activos subscritos pelos investidores, a pena que eu tenho deles, e por isso pagaremos todos, “nacionalizaram-se os prejuízos”,  no BPN como no BPP.

 

 

nos Estados Unidos da América, os procuradores, a primeira coisa que fizeram foi ir atrás do património do Bernie Madoff, e da mulher, e dos filhos, e dos amigos de conveniência. Anularam-se transacções simuladas, doações de conveniência, arrestaram-se casas (incluindo a casa de morada de família em NY, uma vivenda de luxo na Flórida, e um castelo na Riviera francesa), e barcos, e um avião, e todos os automóveis, até mesmo os bilhetes de época da família Madoff no Estádio dos Mets foram postos à venda na e-Bay (renderam 7.500 dólares). 

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

PSD eufórico, PCP diz que o Rei vai nu

A maneira como Cavaco Silva vem flagelando o Governo Sócrates, sistematicamente, mas com habilidade (a menor agressividade antigovernamental do discurso do 25 de Abril foi só uma pausa para permitir à campanha respirar) trouxe já de volta à militância social-democrática centenas de desiludidos. "É assim mesmo, com Cavaco a dar cartas, em todas as questões importantes, com pés bem assentes no sentir da Igreja, vamos lá" - dizia-me um antigo responsável concelhio e premiado gestor público, até há pouco retirado das lides.

 

De facto: Cavaco Silva continua a ser o melhor capital que o PSD tem. Os negócios sujos do BPN, com amigos seus e conselheiros? Aquela espécie de operação D. Branca que era o BPP e tinha como accionistas e investidores os maiores dos seus apoiantes? Alguns dos seus ministros que enriqueceram como nababos da noite para o dia? Nada disso o incomoda. Ninguém ousará ligar o Presidente ao que quer que seja de menos edificante. E se o fizesse haviam de ver as manchetes que "fontes próximas de Belém" plantariam de imediato no Sol, no Público ou na TVI.

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Domingo, 26 de Abril de 2009

Leituras de domingo

  • Ó pátria, sente-se a voz, que há-de guiar-te à vitória: Tendo em conta o grande fervor patriótico, com que esta manhã a generalidade dos media recebeu a canonização de Nuno Álvares Pereira, talvez faça falta sobre o assunto ao fim da tarde um discreto olhar ateu, se com “alegria e humildade” estiver interessado em saber d'o nosso santinho   alguns factos perdidos entre as brumas da memória.

 

  • Emídio Rangel, O Cabaret da Coxa, no Correio da Manhã: "O Jornal Nacional de Sexta-feira da TVI) é um espaço onde, por regra, se desrespeitam os códigos profissionais do jornalismo: há um desprezo sistemático pelo exercício do contraditório, há ‘notícias plantadas’ que são infâmias embrulhadas como factos provados. Aquele espaço, em muitas circunstâncias, faz mais lembrar ‘O Cabaret da Coxa’, tantos são os atropelos jornalísticos que nele se praticam, ao tentar impor um modelo sensacionalista, tendencioso e de mau gosto." (Via Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos).

 

  • Miguel Sousa Tavares, Essa coisa tão simples: liberdade ( in Expresso, link para assinantes): "Já aqui escrevi, há quinze dias, sobre o que penso do caso Freeport e da posição em que ele coloca José Sócrates. Escrevi que, pessoalmente, acredito na sua inocência, mas não abdico de ver tudo esclarecido, sem margem para qualquer dúvida. O que eu não entendo é a leviandade de tudo isto: um homem é publicamente suspeito do pior dos crimes políticos e a coisa arrasta-se, meses, anos, em fogo lento, sem que ele seja ilibado ou acusado e tendo ainda de governar o país e enfrentar eleições sob esse peso. Não pode desistir, porque seria como que uma confissão de culpa; não pode continuar em igualdade de circunstâncias com os seus adversários políticos, porque há sempre essa terrível suspeita pendente sobre ele. Não pode ficar quieto e calado, porque alimenta as suspeitas; não se pode defender, porque é uma ‘ameaça’ e uma ‘pressão’. O que pode um cidadão, que tem o azar de ser primeiro-ministro de Portugal, fazer num caso destes e enquanto espera que a Justiça cumpra o seu papel?
    Há um tipo — que tem o mesmo apelido que eu e que escreve semanalmente no “DN”, onde se especializou na ofensa fácil — que escreveu que Sócrates falar de moral é o mesmo que Cicciolina falar de virtude, ou coisa que o valha. O cidadão José Sócrates, sentindo-se ofendido (como qualquer um de nós se sentiria), põe um processo ao ofensor. Tem esse direito? Não: é o primeiro-ministro a intimidar um ‘jornalista’. E o ‘jornalista’ vira mártir da liberdade de imprensa na praça pública. Fala-se em “ameaças intoleráveis”, da liberdade em risco, da heróica e antiquíssima luta da imprensa contra o poder, do “jornalismo de investigação” contra as pressões políticas.

    Liberdade? De imprensa? Ora, vão pastar caracóis para o Sara! Eles sabem lá o que é a liberdade! Sabem lá o que isso custa a ganhar!” (Via O Jumento e Câmara Corporativa ).

     

     

  • Daniel Proença de Carvalho,  Tumulto justicialista , in Diário Económico: “No tumulto justicialista que está a instalar-se, onde se situa o PSD, cuja génese e crescimento se fizeram nos valores da liberdade, na defesa dos direitos individuais e na ascensão social pelo mérito e esforço? Na maioria visível dos seus dirigentes ou na posição de Rui Rio? Quem vai exercer o poder? Os que elegemos, ou as televisões e o Ministério Público? E a pergunta derradeira e provocatória: existe poder político em Portugal?” (Via Câmara Corporativa ).

 

 

 

 

publicado por JTeles às 18:45
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Daily Show investiga socialismo sueco (1)

 A Fox News, que é a irmã mais velha, e a inspiração, da TVI portuguesa, tem repetido em vários shows que a América com Obama vai a caminho do socialismo, que os Estados Unidos vão ser uma nova Suécia. Por isso o Daily Show mandou uma equipa à Suécia investigar o socialismo. São dois vídeos de estarrecer. O primeiro está em:

 

http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=225113&title=the-stockholm-syndrome

 

publicado por JTeles às 00:33
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Daily Show investiga socialismo sueco (2)

 A Fox News, que é a irmã mais velha, e a inspiração, da TVI portuguesa, tem repetido em vários shows que a América com Obama vai a caminho do socialismo, que os Estados Unidos vão ser uma nova Suécia. Por isso o Daily Show mandou uma equipa à Suécia investigar o socialismo. São dois vídeos de estarrecer. O segundo é este:

 

 

http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=225126&title=the-stockholm-syndrome-pt.-2

 

publicado por JTeles às 00:01
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

72 virgens ou 72 uvas ? O que diz o Corão

Cristãos e/ou muçulmanos, não deixem de lei este extraordinário artigo: Islão, Virgens e Uvas de Nicholas Kristof, no New York Times de hoje. Tem notícias frescas das mais recentes descobertas sobre a Bíblia - por exemplo, que o último capítulo do Evangelho segundo S. Marcos, aquele que narra os encontros de Cristo depois de ter ressuscitado, deverá ter sido acrescentado posteriormente: o estilo não é mesmo dos outros capítulos. Consequências? Eventualmente devastadoras, para quantos interpretam à letra O Novo Testamento.

 

Mais extraordinária ainda é a revelação de que afinal o que o Corão diz sobre a recompensa, a "houri", prometida aos mártires da fé islâmica quando chegarem ao Céu vem sendo mal traduzida: o que lá está são "uvas", e não "virgens". Relata Kristof: 

One scholar at the Notre Dame conference, who uses the pseudonym Christoph Luxenberg for safety, has raised eyebrows and hackles by suggesting that the “houri” promised to martyrs when they reach Heaven doesn’t actually mean “virgin” after all. He argues that instead it means “grapes,” and since conceptions of paradise involved bounteous fruit, that might make sense.

 

De facto, a descrição do paraíso do Corão, inicialmente destinada a homens do deserto, tem águas abundantes, sombras frescas, e muitas árvores de fruto. Agora, como também refere Kristof, calcule-se a decepção dos bombistas suicidas, no caso de Deus aceitar o seu sacrifício, ao serem presenteados com 72 uvas à chegada. Rebentam com as portas do Céu? E cadê os explosivos nesse mundo perfeito?

 

Estas conferências de estudiosos dos vários textos sagrados decorrem na prestigiada Universidade Católica de Notre Dame (Indiana, EUA), com 11 mil alunos, fundada no séc XIX e dirigida até hoje por padres da Congregação da Santa Cruz. Os quais têm tido problemas muito sérios com a hierarquia da Igreja Católica. Nenhuma autoridade gosta do escrutínio de textos em que se alicerçam e sobre os quais repousam as suas certezas.

 

publicado por JTeles às 00:37
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Citações

"O Programa Magalhães é a mais sofisticada e avançada implementação das tecnologias de informação em educação no mundo", afirma o canadiano Don Tapscott que hoje participa no Fórum Mundial das Telecomunicações em Lisboa. DN online- in Expresso on line, 21 de Abril.

 

E se o Don tem razão? Na dúvida, arranje-se depressa uma gravação desfocada com um tipo qualquer a dizer que o Don está comprado. Adivinhem por quem. Ou esperem por sexta à noite na TVI.

 

José Sócrates encostou, ontem, a Polícia Judiciária (PJ) à parede sobre a investigação no caso Freeport. Na RTP, entrevistado por Judite de Sousa e José Alberto Carvalho,  o primeiro-ministro falou, pela primeira-vez, de como o processo nasceu, referindo os contactos entre inspectores da PJ e dirigentes políticos ligados ao PSD, tal como já foi demonstrado nos tribunais. - in DN Online, 22 de Abril.

Para já a resposta do PSD foi assobiar para o lado: "O PSD acusou hoje o primeiro-ministro de alimentar o "nível de conflitualidade" com o Presidente da República". Mas esperem-lhe por sexta à noite na TVI. 

 

«Manuela Moura Guedes vai processar José Sócrates». E faz a Manuela muito bem. Afinal, quem não se sente não é filho de boa gente.

 [Adenda] E agora? Se é certo que quando José Sócrates processa um jornalista isso é uma pressão, será que quando um jornalista processa José Sócrates isso é... 'Impulse'? -  in Mordeu o isco, Do baixo ao alto.

Está tudo dito.E não diga mais que pode pressionar os procuradores-caçadores. 

 

 

publicado por JTeles às 02:10
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

O estoiro da boiada segundo João Ubaldo

 

O João Ubaldo Ribeiro é dos meus escritores brasileiros preferidos. Calculem a minha emoção quando em mais uma volta pela blogosfera encontrei esta definição: Estouro da boiada, como assim? — A boiada que é povo brasileiro, nós sempre fomos boiada  (Modéstia sua, cara, boiada somos todos!) (...) O estouro pode começar com qualquer coisinha besta, até o estalido de um graveto. Então é isso, eu fico com medo que, quando menos se espere, o graveto estale.  É o que eu digo sempre: uma revolta pode acontecer quando menos se espera. Sabem como foi o 18 do brumário, que pôs no poder Napoleão Bonaparte? Uma pantomina, a tomada de uns quartéis pela exibição de um documento, o senatus-consultus, que não existia desde a Roma antiga. E a revolução de Outubro de 1910? E a revolução francesa de 1789? Leiam ou releiam Charles Dickens, The Tale of Two Cities, e Anatole France Les dieux ont soif...

Vocês querem é saber o que diz o João Ubaldo? Por isso não seja a dúvida: aí vai o texto, a parte final que o resto é política brasileira, antiga, uma conversa "num boteco do Leblon" no domingo que se seguiu à vitória do Lula:

 



—  (...) Os deputados mesmo, o que estão fazendo agora? Cuidando primeiro do deles! Já são os mais bem pagos e beneficiados do mundo e agora, depois de uma grande medida moralizadora que foi devolver as pastas James Bond que cada um ia ganhar às nossas custas, resolveram dobrar os vencimentos. Uma bobagenzinha, só dobrar.

— Bem, realmente nesse ponto você tem razão. Os caras não aliviam. Trabalham três dias por semana, vivem fazendo CPIs (comissões Parlamentares de Investigação) que nunca dão em nada, têm direito a tudo, comem mulheres ótimas, é um festival. Nesse ponto você tem razão, esses caras só servem pra dar despesa e vergonha.

— Viu você, viu você? É verdade, eles vivem fazendo o possível para que o povo ache que não precisa de Congresso, que só faz trazer despesa e vergonha, além de atrapalhar o governo. E toda hora aparece confusão, como essa dos aviões. Ninguém consegue viajar e quem consegue viaja rezando. E tudo mundo tem cada vez mais medo de tudo, tem gente que não bota o pé fora de casa e cataloga quem pode entrar com um sistema eletrônico de impressão digital, nem amigo entra, se não estiver com a impressão digital cadastrada. Então eu fico com medo do estouro da boiada.

— Estouro da boiada, como assim?
 
— A boiada que é o povo brasileiro, nós sempre fomos boiada. Tu é do tempo em que a gente lia no colégio duas versões do estouro da boiada, uma do Euclides da Cunha, outra do Rui Barbosa. O estouro pode começar com qualquer coisinha besta, até o estalido de um graveto. Então é isso, eu fico com medo que, quando menos se espere, o graveto estale.

— Mas de certa forma isso seria até bom. Se houvesse uma verdadeira revolta popular, esses caras iam se mancar. Nesse caso, é uma coisa que ia te agradar, botar essa corja toda corrupta e incompetente para fora; eu vou lhe ser sincero, acho que está na hora desse estouro da boiada, acho que estamos precisando de um governo forte.

— É isso que a boiada já está começando a achar também. Pensando bem, eu não estou mais com pena nenhuma dele. (do Lula)
 
Gostaram? Hoje é 21 de Abril, feriado no Brasil, dia de Tiradentes. A transcrição é a minha minha maneira de homenagear o Brasil e João Ubaldo Ribeiro. Na próxima sirvo-lhes aqui umas páginas escolhidas dos budas ditosos. Um manjar dos deuses.
 
 
 

 

publicado por JTeles às 01:24
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