Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Barroso vítima de mau olhado

O nosso colega Coulisses de Bruxelles, alojado no Libération, acha que Durão Barroso vai de azar em azar. Hoje houve um alarme de incêndio quando se preparava pra iniciar uma conferência de imprensa. Há oito dias foi pior que ardeu mesmo uma pequena parte do Barleymont. Anda por ali mau-olhado, diz o nosso colega do Libé. Barroso vem para a rua, com tanta frequência, que alguns começam a pensar se não será premonitório.

publicado por JTeles às 23:41
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Despesas pagas em média a cada deputado europeu

São 400 mil Euros por ano, só em despesas pagas, para cada deputado europeu, segundo o estudo publicado hoje no mais lido dos jornais britânicos, o The Sun. Veja aqui.

 

publicado por JTeles às 13:53
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Gripe A ou O Triunfo dos Porcos

Pagam os inocentes pelos pecadores:

publicado por JTeles às 19:14
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Domingo, 24 de Maio de 2009

O PS tem medo de Cavaco

O Presidente vetou pela segunda vez (que mau perder!) uma Lei que impediria o Estado de ser proprietário de jornais. Aparentemente só Alberto João Jardim tinha problemas com isso. Não que o obrigasse a deixar de publicar todas as semanas ao preço de publicidade paga notícias redigidas pelos seus serviços de propaganda na Madeira (no jornal ”O Diabo”, designadamente).

 

Apenas se punha em causa que o Governo Regional pudesse continua a ser o proprietário do jornal de que Jardim foi director. Um jornal da diocese que perdia dinheiro e se arriscava a fechar. E só por isso Jardim resolveu comprar o periódico através do Governo Regional. Uma verdadeira nacionalização dos prejuízos, essa sim. Pois pode continuar a governar e a mandar no seu jornal. O Presidente da República vetou a Lei. E o PS já fez saber que não vai insistir.

 

Não vai insistir na Lei contra a concentração dos media, como não vai insistir no voto presencial dos emigrantes, que o Presidente também vetou. O PS tem medo de Cavaco Silva. E não devia. A firmeza compensa. Se deixam o Presidente mandar na Assembleia então não vale a pena lutar pela maioria absoluta.

 

 

publicado por JTeles às 00:31
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Nós e as europeias (2): Paulo Rangel

Pois, desta vez não desgostei! Falo da sua entrevista ao novo jornal i. Nos blogues, os destaques que vi são a aparente atrapalhação do candidato do PSD quando se confessa antigo "compagnon de route" do CDS/PP - "participei nuns conselhos" - e a ligeira confusão sobre a data da sua adesão formal ao PSD - "tenho um problema com as militâncias".

 

Foi o que me levou a ir ler na íntegra a entrevista de Paulo Rangel ao i. Pois no fim de contas, pela primeira vez nesta campanha, achei-o espontâneo e verdadeiro. Com posições desempoeiradas em várias matérias sensíveis.

 

Assume os ideais do federalismo europeu sem papas na língua (maizena ou outras) mas com realismo e estou de acordo com ele. Explica com total credibilidade as razões porque sendo favorável a um referendo europeu, concordou que na situação actual da Europa se justificava "um avanço mais intergovernamental do que popular", o que também me pareceu sensato.

 

Também demonstra ter ideias arejadas, e no fundo muito críticas, quanto às mais polémicas das posições da Igreja Católica, de que faz parte. É pela ordenação das mulheres, pelo fim do celibato dos padres. Assume-se como "radical activista" contra as posições da Igreja em matéria de anticonceptivos e  na questão dos homosexuais. Se Bento XVI sabe disso ainda manda excomungá-lo.

 

Pois quanto à sua posição na Igreja vai mais longe do que ia Guterres em 1995 em vésperas da sua primeira vitória eleitoral. Sei porque o entrevistei então para o Semanário

e lembro-me perfeitamente como as posições descomplexadas de Guterres a favor da ordenação de mulheres e contra o celibato dos padres escandalizaram alguns católicos ortodoxos como Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Fico a aguardar com cufriosidade a nota que o Professor Marcelo irá dar ao seu "mau aluno" Rangel na próxima homilia dominical.

 

Em tempo: Continuo a considerar Vital Moreira o melhor dos cinco. Mas ainda faltam duas semanas para as eleições.

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publicado por JTeles às 03:26
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

A História não se repete (3) - "L'Affaire Salengro"

Outro caso em que “a honra de uma pessoa foi atirada aos cães” – esta é uma frase do Presidente francês François Mitterrand, em 1993, a propósito do suicídio de Pierre Bérégovoy, como relatámos aqui – foi o de Roger Salengro. L'affaire Salengro, quand la calomnie pousse au suicide - diz este blogue francês.

 

Ministro do Interior no Governo do “Front Populaire” em 1936, Salengro foi o principal obreiro dos  Acordos de Matignon, que consagraram pela primeira vez no Mundo a semana de 40 horas e as férias pagas para os trabalhadores.

 

Que não era suficiente – defenderam os mineiros comunistas que entraram em greve e receberam a visita do Ministro Salengro, que lhes faz frente e é tratado de “social-traidor” – é o primeiro tumulto que defronta.

 

Que era de mais – resistiram os patrões que afirmavam não poder reduzir o tempo de trabalho e manter os salários.  O Ministro reage ameaçando com a nacionalização – “se V. não podem, podemos nós” – da Agência Havas, ponta de lança de uma imprensa “nas mãos de alguns capitalistas aliados à reaccão”. Ganha a primeira batalha contra a Imprensa? Vingativa, a dita imprensa iria mover-lhe uma luta de morte.

 

 

publicado por JTeles às 03:47
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Fátima Bonifácio: "Magistrados não podem ter sindicatos"

Estou a ouvir Fátima Bonifácio, historiadora, antiga jornalista, n Os Prós & Os Contras, da RTP: "Os juízes não podem deter um poder soberano do Estado e depois possuir um sindicato para pressionar o Estado soberano" - cito de memória.

 

Tem razão que se querem ter sindicato devem ser tratados como funcionários públicos, tanto os juízes como os procuradores. Talvez se devesse mesmo começar por aí: funcionários públicos, com remunerações alinhadas pelo conjunto dos servidores permanentres do Estado, (a tabela da função pública, claro). Mas não só.

 

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publicado por JTeles às 22:56
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Domingo, 17 de Maio de 2009

Sindicatos de juizes e de procuradores? "Delenda sunt"

Perfeitamente de acordo  com o João Garcia e com o António Barreto : os sindicatos de magistrados não deviam existir - tenho-o dito e repetido.

 

Já bem basta que a soberania de um tribunal, individual, em nome do Povo, não seja sindicável pelo próprio povo. Que pelo menos os procuradores-gerais-adjuntos que representam o Estado não sejam eleitos sufrágio popular, como na América, em cada círculo judicial ou equivalente. Estariam menos virados para a luta de classes (para os seus problemas de tomada poder e/ou derrube dos poderes consagrados na democracia burguesa que temos) e mais atentos aos interesses das vítimas.

 

Quando é que o Ministério Público começa a recuperar o que resta dos negócios fraudulentos do BPP e do BPN? Quando é que o nosso Parlamento se decide por um verdadeiro "pacto da justiça" que acabe com a irresponsabiliade e o corporativismo e ponha cobro ao tumulto justicialista?

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publicado por JTeles às 13:14
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Este descobriu a pólvora

 

Ministro Alberto Costa reconhece «dificuldades» na Justiça. - notícia da TSF.

Com fogo na planície, o Ministro começa a achar que faz calor. Já tinha feito a mesma triste figura quando teve o pelouro da Justiça no Governo de Macau.

publicado por JTeles às 11:46
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Cuidado com eles, alguns colegas são de fugir

Gostei de ouvir o Bastonário Marinho Pinto (gosto sempre, um bastonário assim é o orgulho dos advogados!) a explicar todas as protecções constitucionais de que beneficiam os magistrados do Ministério Público e a notar como é esquisito que alguém tão protegido, com um tão vasto arsenal de garantias à sua disposição, se possa sentir vítima de pressões.

 

Tanto que tenha ido a correr queixar-se ao Sindicato – isto sou eu a falar! Tanto que o Sindicato se tenha sentido obrigado a passar por cima do Procurador-Geral da República para ir queixar-se ao Presidente da República. Tanto que o Presidente da República tenha achado, seguramente, que era um caso de força maior e por isso tenha recebido os magistrados-vítimas.

 

publicado por JTeles às 19:19
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